sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sendo Sincero

Mas é que ainda me dói.
Tantos amores,
Tantas cores,
Mas, sendo sincero, dói.
Ainda me corrói,
Ainda me faz mal.
Não como antes.
Hoje tenho um incômodo,
Aquele quarto fechado.
Um único cômodo,
Que ainda teimo em visitar,
Só pra lembrar,
Que, sendo sincero,
Ainda,
Dói.

domingo, 7 de julho de 2013

Mantendo-se vivo através de algo que me faz mal




Sabe aquele remédio que você toma quando é moleque que parece mais uma pinga das piores? Aquele gosto que fica na sua boca por 8 horas até você ter que toma-lo novamente? Tomar um remédio daquele te faz pensar se vale a pena mesmo melhorar, se ficar doente e morrer não vale mais a pena que passar por aquela maldita situação.

Sabe aquela matéria a qual, desde a sua primeira aula, você soube que não simplesmente não gosta, mas odeia? Aquela que quando o professor chega à porta da sala você para e pensa: ”Meu deus do céu, essa aula novamente?”? Passar uma, ininterrupta, hora ouvindo sobre coisas para as quais você tá pouco se fudendo, cagando e andando e por ai vai; contra a sua vontade e que, dado todo esse repúdio pela tal matéria, com certeza não fará a menor diferença na sua vida se você aprender ou não, te faz refletir se todo esse esforço vale à pena, se penar dessa maneira é realmente necessário.

Agora sabe aquele amor (ou masoquismo?) que você não consegue esquecer, por mais que tente, procure algo pra ocupar a mente, outra pessoa pra fazer esquecer aquele primeiro alguém, mas não consegue? Aquele alguém que, mesmo com outro alguém, você não esquece; você sabe que tem que esquecer mas não esquece? –Quanto “esquece” hein? --. Aquela pessoa que você acha que não da pra viver sem? Por mais que você queria, você não acha saída e se mantém em falsas esperanças de que um dia algo aconteça.

Um erro se corrija.
Consiga o que se almeja.
Ou, na pior das hipóteses,
Se esqueça tudo aquilo que deseja.
Você se mantém,
Em mentiras,
Ilusões.
Mas, talvez por ter, em si, brasileiras versões,
Mantenho me vivo através de algo que me faz mal.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ciência e Mágica.


Tem-se como mágico todo fato que não se conhece e/ou não se sabe a explicação para o seu acontecimento. O trabalho da ciência é desvendar essa “mágica” do tudo. Amo ciência, mas apesar disso, às vezes me sinto frustrado por causa dela. Porque o que um dia para mim era mágica hoje é ciência; sei o motivo pelo qual determinado fato acontece, como acontece e às vezes até como reproduzi-lo.
Por exemplo, aquela “poça” de água que se pode ver no horizonte sobre a pista num dia quente. Aquilo é causado por uma combinação de fatores (temperatura, densidade do ar, refração da luz) que fazem com que a pista fique com a aparência de que tem uma poça de água ou um espelho. Quando eu era menor aquilo simplesmente era uma poça de água, não uma combinação e interação complicada de coisas para que aquilo acontecesse. Simplesmente acontecia e eu me encantava com aquela “magia”.
Em todo truque de mágica a magia acontece por meio de fatores não explícitos, e todo mundo depois descobre o “segredo” do truque percebe o quanto ele é simples e sem mágica. Mas certos truques, mesmo depois de conhecidos os seus segredos, ainda assim nos encantam.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pense!


Hoje vi um vídeo onde um garoto de 9 anos de idade fala sobre o sentido da vida, sobre destino, universos paralelos e a existência diferentes formas de vida no universo de uma forma tão convícta e segura que me encantou. É certo que provavelmente, ele sempre foi exposto à essas ideias e de certa forma induzido a "pensar" dessa maneira. Mas, não acho nem um pouco que isso seja um problema, essa exposição pela qual ele provavelmente passou é muito mais que saudável. Ele não está sendo ensinado a pensar de forma preconceituosa, racista ou esteriotipista, mas sim ensinado a pensar. Ensinando a ele como desenvolver seus próprios pensamentos, conceitos e valores e não a aceitar e defender um conjunto de ideias, preceitos e conceitos. Não vejo que de maneira alguma isso possa ser  um problema.
Imigine só, como seria uma sociedade onde os seus indivíduos vivessem num ambiente propício para formação de carácter. Não através da aceitação de conceitos antes formados, mas entendo a si, ao meio em que vive e as pessoas com quem vive. Buscando cada vez mais aprimorar esse entendimento. Buscando cada vez mais ser.
Na verdade isso pode ser a solução, a solução para muitos problemas do mundo que se tem hoje. Incentivar as pessoas, desde cedo, a pensar e não em que pensar, pode ser até mais que uma solução, é um progresso. No qual, evoluir em direção a um mundo em que a inteligência seja tratada como um dever, não como um dom que alguns têm o privilégio de receber.

P.S.
O vídeo(em inglês) que me fez escrever sobre este assunto, não tenho direito algum sobre ele, estou apenas divulgando. http://www.youtube.com/watch?v=SvMiXk2gGSk

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pequena

Em ser me, eu, sem saber,
Te encantei.
Quando percebi, te percebi.
De um jeito diferente te vi.
E, Graciosamente,
Olhando por cima do ombro
Me fez tremer.

Abrimos o jogo,
Mas não jogamos.
Dissemos o que sentíamos
Mas não amamos.
Mas quero que saiba,
Que estou por você.

To na linha de largada,
Pronto pra correr.
Se eu partir ou se eu ficar,
Não importa.
Só não quero te ver sofrer.
-Gabriel Aragão.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ideias Erroneamente Certas

Duas coisas, uma delas ja citei por aqui. Ver o nada. É complicado entender isso. Eu achei também quando ouvi pela primeira vez.
Um cego de nascença vê o nada. Ele nao vê tudo branco, tudo preto ou tudo de uma só cor, ele vê o nada. Não consegue compreender? Calma, vo fazer você enteder. Se estiver detado, sente, se tiver de pé, bom se tiver sentado melhor ainda. Agora pare e imagine oque que há logo atrás da sua cabeça sem olhar, o que é que você consegue ver? Não consegue. Entao isso é o Nada.

Outra coisa confusa, pelo menos pra mim. Imagine dois grupos: o grupo de todos os números pares até o infinito e o grupo de todos os número ímpares até o infinito. Tudo bem. Agora some-os. Isso mesmo some um grupo ao outro. O que você tem agora é o chamado grupo dos naturais, todos os números naturais a partir do zero. Pare e pense. Esse grupo é infinito certo? Mas ao mesmo tempo ele é maior que os outros dois grupos. Mas se todos são infinitos como um infinito pode ser maior que o outro??
O que se conclui é que existem diferentes tipos de infinitos (∞). Não se pode fazer "contas" com o infinito tipo, ∞+∞=∞. O infinito é uma idéia de que não há fim e nao um numero. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Me sinto mal por não sentir.

Essa noite uma notícia me deixou mal e ao mesmo tempo sem reação. Me senti frio, me senti mal por isso, me senti mal por não sentir.
Acho que isso foi o estopim pra esse branco ou tela azul ou erro que deu na minha mente. Acho não, ela era o que faltava pra isso chegar a esse branco e essa perplexidade.
Cheguei a conclusão que os pensamentos na sua mente são como cores. Algumas alegres, algumas triste, algumas sombrias, relaxantes, inquietantes. Sem nenhum pensamente na cabeça o que se vê não é o preto, é o "nada". Adicionando cores e adicionando cores, aos poucos, ela se torna escura, confusa, sombria. Einstein um dia fez esse teste, pegou a as cores primárias e colocou-as em uma base circular formando uma espécie de pizza de cores. Ao rodas tal pizza, observa-se a cor branca, pois, ópticamente, as cores se uniam.  Mas se ele retira-se uma única cor, qualquer que fosse, o branco não existia mais. O que se obtinha era uma confusão de cores sem harmonia.
Voltando a minha conclusão, tal notícia foi a única cor que faltava na "pizza" de cores. Tudo muito confuso, sombrio, preocupado, pensativo, raivoso, talvez amante. Errado. A notícia chegou e o que antes havia sido pensado aconteceu, infelizmente. Daí surgiu o branco, sem reação, sem emoção, sem sentir, um branco total.

Me sinto mal por não sentir.