quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

saudade

Saudades

Leve falta do pessoal com quem estudei no Rio,
Bela saudade de lá
Do Rio, agora em bêagá.

Amarga saudade de casa.
Breve saudade d'Ela.

Pelas memórias não vividas, angustiado;
Em meio a pratos sujos e papéis,
Cansado.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Viver



"Música eletrônica não é gênero nem estilo. Computadores não fazem música, circuitos eletrônicos não se expressam. Por trás de cada byte existe uma célula. Por trás de cada som existe, ou deveria existir, uma lembrança do futuro ou do passado. A música é importante! Devemos preservar, defender e dar suporte a autêntica expressão musical!"

Mas e quem produziu tal música, e quem criou a batida, quem arrepiou-se primeiro ao ouvi-la? Quem assimilou essa música a uma memória maravilhosa da sua vida? O casal que se conheceu numa festa ao som daquela música e vão levar pro resto do seu relacionamento? Quem teve enchidos os olhos de lágrimas ao ouvi-la ao experimentar um "frisson" musical que nunca havia sentido na vida?


E quem sentiu?

Todo mundo está prepotente, não conhece nada mas acha que sabe tudo. Acha que sabe de tudo, que sentiu tudo, viveu tudo, amou tudo, perdeu tudo. Tudo. Mas na verdade não perdeu, viveu, amou, sentiu. Não se fez amado, vivido, perdido, sentido.

Só viu. Só ouviu falar, só soube como é, só leu como foi.

Só viu.

Eles dizem que eu e meus contemporâneos, os "millennials", somos a geração do "viva e deixe viver". Deve ser verdade. Nós não vamos a guerra, nós não procuramos o conflito (não como eles, pelo menos). Quem sabe seja verdade (e eu espero realmente que seja) e nós percebemos que a vida é muito mais que agredir, criticar e dizer como deve ser. Mas sim, viver.

Viver.