terça-feira, 25 de abril de 2017
Hoje acordei cedo, 06:30 da manhã, tinha aula às 7:30. Mas voltei a dormir, logo em seguida. Acabei indo só pra aula que começava às 9:30, mas cheguei lá às 10:00.
Me senti um merda. Foda, mais uma aula de SDL que eu faltava. Não queria faltar. Fui dormir cedo, mas não consegui levantar. O pior é que não tem desculpa, dormi cedo, eram 11 da noite quando deitei, eu acho. Fiquei vendo vídeos de carpintaria até adormecer na cama, é bem relaxante ver um cara trabalhar.
Enfim levantei, tomei banho, pus a roupa, peguei o lixo da cozinha e levei pra lixeira do prédio. Saí do prédio rumo a universidade, o caminho era o mesmo de sempre; o tempo estava bom.
Chegando na portaria, peguei uma carona com uma mulher até o prédio onde estudo. Era uma senhora, não prestei muita atenção nela, ainda estava pensando na aula que eu havia perdido. Nessa época eu estava constantemente pensando em como uma sucessão de acontecimentos poderiam atrapalhar tanto a minha vida.
Outros dois rapazes pegaram carona conosco, fui no banco de trás. A senhora estava a caminho da sua aula de italiano, lá na universidade. Ela nos contou que estava tomando essas aulas porque iria visitar sua filha que se casou esta morando lá, no sul da Itália, região Sardegna, se não me engano. A conversa fluiu, ela lembrou de um sobrinho que fez intercâmbio através da universidade, um dos rapazes falou que dali alguns meses iria para a França, passaria 3 anos, eu só ouvi. Deixamos os rapazes, fui para o banco da frente, a conversa continuou, ela perguntou se eu não pensava em fazer intercâmbio, respondi que sim mas que haviam acabado os programas gratuitos de intercâmbio da universidade.Ela falou do governo que não está nem aí pra educação, concordei em um tom desapontado. Chegamos no meu prédio, ela me deixou em frente a entrada, agradeci e desci do carro.
Fui para a aula. Chegando lá era de uma matéria que eu havia reprovado por muito pouco. No semestre anterior fui muito mal na primeira prova, não consegui me recuperar. Já havia feito a primeira prova deste semestre, não tinha recebido a nota ainda, mas sabia que tinha me saído bem. Quem estava dando aula era um professor substituto, doutorando. O professor da matéria acabara de ser pai, estava de licença.
Cheguei, assinei a lista e sentei no fundo, próximo a três amigos. Nunca tinha visto-os conversando. A aula estava dispersa, eles conversavam sobre a cultura das empresas startups e como que elas funcionavam. Antes de ouvir plenamente sobre o que exatamente era aquela conversa, eu já tinha noção sobre o que se tratava. Há uma semana dali um deles havia me falado sobre uma ideia que poderia se torna uma empresa, uma boa ideia. Nessa ocasião, também, contei-lhe que eu tinha um amigo que trabalhava nesse meio de startups e que poderia ajudá-lo a tirar a sua ideia do papel. Ligando-se os pontos, lá estavam eles conversando.
Tocou-se no assunto de que outro amigo nosso, que havia ingressado na universidade no mesmo semestre que nós - eu e o primeiro amigo, estava, naquele momento, a caminho da Alemanha para representar a sua empresa. Ela havia sido fundada quando ele estava na universidade, passou por algumas mudanças - algumas bem drásticas - e acabou crescendo. Premiada no Brasil, a empresa agora estava sendo a representante brasileira numa competição no exterior. Um orgulho ter conhecido aquele menino no começo.
Não assisti a aula inteira, o professor substituto não era muito bom. Fui para o grêmio. Chegando lá, havia alguns alunos mais antigos no curso conversando sobre a vida de intercâmbio. Parecia que neste dia o universo resolveu me lembrar continuamente desse assunto. Boas histórias.
Não assisti a aula inteira, o professor substituto não era muito bom. Fui para o grêmio. Chegando lá, havia alguns alunos mais antigos no curso conversando sobre a vida de intercâmbio. Parecia que neste dia o universo resolveu me lembrar continuamente desse assunto. Boas histórias.
Haveria uma reunião dali uns quinze minutos e uma promessa de 'almoço surpresa'. Eram dez para o meio dia, houve tropeiro, arroz e uns refrigerantes, estava uma delícia. A reunião foi produtiva. Aquela havia sido a reunião com o maior número integrantes do grêmio presentes, talvez porque houve comida grátis na hora do almoço.
Ao longo do dia inteiro eu me pegava, as vezes, pensando nas mentiras que me contaram. Promessas não cumpridas que me deixavam triste, impotente. Me prometeram mentiras e eu descobri da pior maneira. Me prometeram coisas com as quais eu passei anos sonhando e mentalizando. Coisas que talvez não fossem tão boas assim, mas porra, me prometeram essas merdas. Me iludiram. E eu queria muito me iludir, mas não dessa forma, queria me iludir vivendo aquilo que eu achava que era um sonho mas descobrindo que na verdade não era nada disso. Me iludiram da pior maneira, deram o doce pra depois tirar. Foda.
Fui pra casa, pensei em passar na biblioteca para estudar por algum tempo, não o fiz, meu apartamento me parecia melhor. No caminho passei na padaria e comprei um doce que havia descoberto no dia anterior, chamava 'caçarola italiana'. Até então, nunca tinha ouvido falar, mas era uma delícia. Comprei dois. Cheguei em casa, esquentei um no microondas e fui estudar.