Sabe aquele remédio que você toma quando é moleque que parece mais uma pinga das piores? Aquele gosto que fica na sua boca por 8 horas até você ter que toma-lo novamente? Tomar um remédio daquele te faz pensar se vale a pena mesmo melhorar, se ficar doente e morrer não vale mais a pena que passar por aquela maldita situação.
Sabe aquela matéria a qual, desde a sua primeira aula, você soube que não simplesmente não gosta, mas odeia? Aquela que quando o professor chega à porta da sala você para e pensa: ”Meu deus do céu, essa aula novamente?”? Passar uma, ininterrupta, hora ouvindo sobre coisas para as quais você tá pouco se fudendo, cagando e andando e por ai vai; contra a sua vontade e que, dado todo esse repúdio pela tal matéria, com certeza não fará a menor diferença na sua vida se você aprender ou não, te faz refletir se todo esse esforço vale à pena, se penar dessa maneira é realmente necessário.
Agora sabe aquele amor (ou masoquismo?) que você não consegue esquecer, por mais que tente, procure algo pra ocupar a mente, outra pessoa pra fazer esquecer aquele primeiro alguém, mas não consegue? Aquele alguém que, mesmo com outro alguém, você não esquece; você sabe que tem que esquecer mas não esquece? –Quanto “esquece” hein? --. Aquela pessoa que você acha que não da pra viver sem? Por mais que você queria, você não acha saída e se mantém em falsas esperanças de que um dia algo aconteça.
Um erro se corrija.
Consiga o que se almeja.
Ou, na pior das hipóteses,
Se esqueça tudo aquilo que deseja.
Você se mantém,
Em mentiras,
Ilusões.
Mas, talvez por ter, em si, brasileiras versões,
Mantenho me vivo através de algo que me faz mal.