tanta coisa que eu podia estar fazendo
tanta coisa que eu já faço
tanta coisa que eu não faço
tanta coisa que eu invento de fazer
tanta coisa que eu tento
tanta coisa que eu prometo
tanta coisa que eu esqueço
tanta coisa que eu esqueço que prometi
tanta coisa que eu prometo que esqueci
tanta coisa que me frustra
tanta coisa que enlouquece
tanta coisa perdida
tanta gente
tanta coisa
tanta gente
tanta coisa.
domingo, 7 de maio de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
Dia 1
terça-feira, 25 de abril de 2017
Hoje acordei cedo, 06:30 da manhã, tinha aula às 7:30. Mas voltei a dormir, logo em seguida. Acabei indo só pra aula que começava às 9:30, mas cheguei lá às 10:00.
Me senti um merda. Foda, mais uma aula de SDL que eu faltava. Não queria faltar. Fui dormir cedo, mas não consegui levantar. O pior é que não tem desculpa, dormi cedo, eram 11 da noite quando deitei, eu acho. Fiquei vendo vídeos de carpintaria até adormecer na cama, é bem relaxante ver um cara trabalhar.
Enfim levantei, tomei banho, pus a roupa, peguei o lixo da cozinha e levei pra lixeira do prédio. Saí do prédio rumo a universidade, o caminho era o mesmo de sempre; o tempo estava bom.
Chegando na portaria, peguei uma carona com uma mulher até o prédio onde estudo. Era uma senhora, não prestei muita atenção nela, ainda estava pensando na aula que eu havia perdido. Nessa época eu estava constantemente pensando em como uma sucessão de acontecimentos poderiam atrapalhar tanto a minha vida.
Outros dois rapazes pegaram carona conosco, fui no banco de trás. A senhora estava a caminho da sua aula de italiano, lá na universidade. Ela nos contou que estava tomando essas aulas porque iria visitar sua filha que se casou esta morando lá, no sul da Itália, região Sardegna, se não me engano. A conversa fluiu, ela lembrou de um sobrinho que fez intercâmbio através da universidade, um dos rapazes falou que dali alguns meses iria para a França, passaria 3 anos, eu só ouvi. Deixamos os rapazes, fui para o banco da frente, a conversa continuou, ela perguntou se eu não pensava em fazer intercâmbio, respondi que sim mas que haviam acabado os programas gratuitos de intercâmbio da universidade.Ela falou do governo que não está nem aí pra educação, concordei em um tom desapontado. Chegamos no meu prédio, ela me deixou em frente a entrada, agradeci e desci do carro.
Fui para a aula. Chegando lá era de uma matéria que eu havia reprovado por muito pouco. No semestre anterior fui muito mal na primeira prova, não consegui me recuperar. Já havia feito a primeira prova deste semestre, não tinha recebido a nota ainda, mas sabia que tinha me saído bem. Quem estava dando aula era um professor substituto, doutorando. O professor da matéria acabara de ser pai, estava de licença.
Cheguei, assinei a lista e sentei no fundo, próximo a três amigos. Nunca tinha visto-os conversando. A aula estava dispersa, eles conversavam sobre a cultura das empresas startups e como que elas funcionavam. Antes de ouvir plenamente sobre o que exatamente era aquela conversa, eu já tinha noção sobre o que se tratava. Há uma semana dali um deles havia me falado sobre uma ideia que poderia se torna uma empresa, uma boa ideia. Nessa ocasião, também, contei-lhe que eu tinha um amigo que trabalhava nesse meio de startups e que poderia ajudá-lo a tirar a sua ideia do papel. Ligando-se os pontos, lá estavam eles conversando.
Tocou-se no assunto de que outro amigo nosso, que havia ingressado na universidade no mesmo semestre que nós - eu e o primeiro amigo, estava, naquele momento, a caminho da Alemanha para representar a sua empresa. Ela havia sido fundada quando ele estava na universidade, passou por algumas mudanças - algumas bem drásticas - e acabou crescendo. Premiada no Brasil, a empresa agora estava sendo a representante brasileira numa competição no exterior. Um orgulho ter conhecido aquele menino no começo.
Não assisti a aula inteira, o professor substituto não era muito bom. Fui para o grêmio. Chegando lá, havia alguns alunos mais antigos no curso conversando sobre a vida de intercâmbio. Parecia que neste dia o universo resolveu me lembrar continuamente desse assunto. Boas histórias.
Não assisti a aula inteira, o professor substituto não era muito bom. Fui para o grêmio. Chegando lá, havia alguns alunos mais antigos no curso conversando sobre a vida de intercâmbio. Parecia que neste dia o universo resolveu me lembrar continuamente desse assunto. Boas histórias.
Haveria uma reunião dali uns quinze minutos e uma promessa de 'almoço surpresa'. Eram dez para o meio dia, houve tropeiro, arroz e uns refrigerantes, estava uma delícia. A reunião foi produtiva. Aquela havia sido a reunião com o maior número integrantes do grêmio presentes, talvez porque houve comida grátis na hora do almoço.
Ao longo do dia inteiro eu me pegava, as vezes, pensando nas mentiras que me contaram. Promessas não cumpridas que me deixavam triste, impotente. Me prometeram mentiras e eu descobri da pior maneira. Me prometeram coisas com as quais eu passei anos sonhando e mentalizando. Coisas que talvez não fossem tão boas assim, mas porra, me prometeram essas merdas. Me iludiram. E eu queria muito me iludir, mas não dessa forma, queria me iludir vivendo aquilo que eu achava que era um sonho mas descobrindo que na verdade não era nada disso. Me iludiram da pior maneira, deram o doce pra depois tirar. Foda.
Fui pra casa, pensei em passar na biblioteca para estudar por algum tempo, não o fiz, meu apartamento me parecia melhor. No caminho passei na padaria e comprei um doce que havia descoberto no dia anterior, chamava 'caçarola italiana'. Até então, nunca tinha ouvido falar, mas era uma delícia. Comprei dois. Cheguei em casa, esquentei um no microondas e fui estudar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
saudade
Saudades
Leve falta do pessoal com quem estudei no Rio,
Bela saudade de lá
Do Rio, agora em bêagá.
Amarga saudade de casa.
Breve saudade d'Ela.
Pelas memórias não vividas, angustiado;
Em meio a pratos sujos e papéis,
Cansado.
Leve falta do pessoal com quem estudei no Rio,
Bela saudade de lá
Do Rio, agora em bêagá.
Amarga saudade de casa.
Breve saudade d'Ela.
Pelas memórias não vividas, angustiado;
Em meio a pratos sujos e papéis,
Cansado.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Viver
"Música eletrônica não é gênero nem estilo. Computadores não fazem música, circuitos eletrônicos não se expressam. Por trás de cada byte existe uma célula. Por trás de cada som existe, ou deveria existir, uma lembrança do futuro ou do passado. A música é importante! Devemos preservar, defender e dar suporte a autêntica expressão musical!"
Mas e quem produziu tal música, e quem criou a batida, quem arrepiou-se primeiro ao ouvi-la? Quem assimilou essa música a uma memória maravilhosa da sua vida? O casal que se conheceu numa festa ao som daquela música e vão levar pro resto do seu relacionamento? Quem teve enchidos os olhos de lágrimas ao ouvi-la ao experimentar um "frisson" musical que nunca havia sentido na vida?
E quem sentiu?
Todo mundo está prepotente, não conhece nada mas acha que sabe tudo. Acha que sabe de tudo, que sentiu tudo, viveu tudo, amou tudo, perdeu tudo. Tudo. Mas na verdade não perdeu, viveu, amou, sentiu. Não se fez amado, vivido, perdido, sentido.
Só viu. Só ouviu falar, só soube como é, só leu como foi.
Todo mundo está prepotente, não conhece nada mas acha que sabe tudo. Acha que sabe de tudo, que sentiu tudo, viveu tudo, amou tudo, perdeu tudo. Tudo. Mas na verdade não perdeu, viveu, amou, sentiu. Não se fez amado, vivido, perdido, sentido.
Só viu. Só ouviu falar, só soube como é, só leu como foi.
Só viu.
Eles dizem que eu e meus contemporâneos, os "millennials", somos a geração do "viva e deixe viver". Deve ser verdade. Nós não vamos a guerra, nós não procuramos o conflito (não como eles, pelo menos). Quem sabe seja verdade (e eu espero realmente que seja) e nós percebemos que a vida é muito mais que agredir, criticar e dizer como deve ser. Mas sim, viver.
Viver.
Eles dizem que eu e meus contemporâneos, os "millennials", somos a geração do "viva e deixe viver". Deve ser verdade. Nós não vamos a guerra, nós não procuramos o conflito (não como eles, pelo menos). Quem sabe seja verdade (e eu espero realmente que seja) e nós percebemos que a vida é muito mais que agredir, criticar e dizer como deve ser. Mas sim, viver.
Viver.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Dès Vu - Ficção ou Fisica Quântica
Dès Vu: O reconhecimento de que esse momento se tornará uma memória.
Vi esse vídeo aqui,
Dès Vu: The Awareness That This Will Become A Memory
E fiquei pensando:
Será que nós não estamos conectados a nós mesmo?
Digo, conectados aos nossos futuros de modo que, em pequenos momentos, seja possível perceber e sentir que você está no futuro relembrando aquela memória.
Sim, é óbvio que tudo que fazemos, deixamos de fazer e sentimos nos levará, indubitavelmente, ao nosso futuro. Mas, e se o que nós faremos no futuro afetar ao estamos a fazer agora? Ou se nós estamos - agora, no presente - mexendo no nosso passado para chegar onde estamos.
Hoje se sabe que tudo que aconteceu e vai acontecer nas nossas vidas já está "impresso" na natureza. Não, não estou falando de destino traçado ou de cartomantes, horóscopo ou coisas do gênero, estou falando de física, relatividade, essas coisas. Tá, na verdade o destino esta traçado sim, mas de um jeito um pouco longo de se explicar que envolve a quarta dimensão (o tempo) e eu não quero fazê-lo aqui.
O que eu estou propondo (perguntando, na verdade) aqui, é algo fictício - na ótica científica, até agora. Imaginem se essa sensação, Dès Vu, é a representação de você - no futuro, lembrando do momento que você esta vivendo agora - no presente, e que isso acontece por uma representação quântica do emaranhado de "vocês" que existem no tempo-espaço ainda desconhecida no mundo científico. Assim, nesse emaranhado estamos conectados a nós mesmos, individualmente, e às vezes dadas as infinitas possibilidades de eventos ocorrendo acabamos sentindo essas sensações em pequenos momentos das nossas vidas.
É isso, imaginem. Parece loucura, eu sei, também acho, mas muitos dos gênios e visionários eram vistos como loucos. Vai saber.
A explicação de como o seu destimo, o meu e o de todo mundo já está traçado:
O futuro já aconteceu.
Vi esse vídeo aqui,
Dès Vu: The Awareness That This Will Become A Memory
E fiquei pensando:
Será que nós não estamos conectados a nós mesmo?
Digo, conectados aos nossos futuros de modo que, em pequenos momentos, seja possível perceber e sentir que você está no futuro relembrando aquela memória.
Sim, é óbvio que tudo que fazemos, deixamos de fazer e sentimos nos levará, indubitavelmente, ao nosso futuro. Mas, e se o que nós faremos no futuro afetar ao estamos a fazer agora? Ou se nós estamos - agora, no presente - mexendo no nosso passado para chegar onde estamos.
Hoje se sabe que tudo que aconteceu e vai acontecer nas nossas vidas já está "impresso" na natureza. Não, não estou falando de destino traçado ou de cartomantes, horóscopo ou coisas do gênero, estou falando de física, relatividade, essas coisas. Tá, na verdade o destino esta traçado sim, mas de um jeito um pouco longo de se explicar que envolve a quarta dimensão (o tempo) e eu não quero fazê-lo aqui.
O que eu estou propondo (perguntando, na verdade) aqui, é algo fictício - na ótica científica, até agora. Imaginem se essa sensação, Dès Vu, é a representação de você - no futuro, lembrando do momento que você esta vivendo agora - no presente, e que isso acontece por uma representação quântica do emaranhado de "vocês" que existem no tempo-espaço ainda desconhecida no mundo científico. Assim, nesse emaranhado estamos conectados a nós mesmos, individualmente, e às vezes dadas as infinitas possibilidades de eventos ocorrendo acabamos sentindo essas sensações em pequenos momentos das nossas vidas.
É isso, imaginem. Parece loucura, eu sei, também acho, mas muitos dos gênios e visionários eram vistos como loucos. Vai saber.
A explicação de como o seu destimo, o meu e o de todo mundo já está traçado:
O futuro já aconteceu.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Sendo Sincero
Mas é que ainda me dói.
Tantos amores,
Tantas cores,
Mas, sendo sincero, dói.
Ainda me corrói,
Ainda me faz mal.
Não como antes.
Hoje tenho um incômodo,
Aquele quarto fechado.
Um único cômodo,
Que ainda teimo em visitar,
Só pra lembrar,
Que, sendo sincero,
Ainda,
Dói.
Tantos amores,
Tantas cores,
Mas, sendo sincero, dói.
Ainda me corrói,
Ainda me faz mal.
Não como antes.
Hoje tenho um incômodo,
Aquele quarto fechado.
Um único cômodo,
Que ainda teimo em visitar,
Só pra lembrar,
Que, sendo sincero,
Ainda,
Dói.
domingo, 7 de julho de 2013
Mantendo-se vivo através de algo que me faz mal
Sabe aquele remédio que você toma quando é moleque que parece mais uma pinga das piores? Aquele gosto que fica na sua boca por 8 horas até você ter que toma-lo novamente? Tomar um remédio daquele te faz pensar se vale a pena mesmo melhorar, se ficar doente e morrer não vale mais a pena que passar por aquela maldita situação.
Sabe aquela matéria a qual, desde a sua primeira aula, você soube que não simplesmente não gosta, mas odeia? Aquela que quando o professor chega à porta da sala você para e pensa: ”Meu deus do céu, essa aula novamente?”? Passar uma, ininterrupta, hora ouvindo sobre coisas para as quais você tá pouco se fudendo, cagando e andando e por ai vai; contra a sua vontade e que, dado todo esse repúdio pela tal matéria, com certeza não fará a menor diferença na sua vida se você aprender ou não, te faz refletir se todo esse esforço vale à pena, se penar dessa maneira é realmente necessário.
Agora sabe aquele amor (ou masoquismo?) que você não consegue esquecer, por mais que tente, procure algo pra ocupar a mente, outra pessoa pra fazer esquecer aquele primeiro alguém, mas não consegue? Aquele alguém que, mesmo com outro alguém, você não esquece; você sabe que tem que esquecer mas não esquece? –Quanto “esquece” hein? --. Aquela pessoa que você acha que não da pra viver sem? Por mais que você queria, você não acha saída e se mantém em falsas esperanças de que um dia algo aconteça.
Um erro se corrija.
Consiga o que se almeja.
Ou, na pior das hipóteses,
Se esqueça tudo aquilo que deseja.
Você se mantém,
Em mentiras,
Ilusões.
Mas, talvez por ter, em si, brasileiras versões,
Mantenho me vivo através de algo que me faz mal.
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